O Pulse, programa de apoio ao colaborador da Unimed Serra Gaúcha, foi apresentado aos cooperados e colaboradores em um evento pra lá de especial. Em sinergia com o propósito da cooperativa, o programa Pulse visa ofertar apoio e orientação aos funcionários nas mais diversas áreas, prezando pelo olhar integral ao indivíduo e sua saúde física, mental e emocional.
As ações vão de atendimento psicológico e serviço social a aconselhamento jurídico e financeiro, passando por prevenção de doenças, grupo de afinidades e mais (leia abaixo).
Para marcar o lançamento, Júlio César de Bem, superintendente administrativo da cooperativa, apresentou o Pulse e suas áreas de atuação. Conheça:
PULSE EM MOVIMENTO
- Atendimento Nutricional
- Campanhas Internas de Vacinação
- Gestão em Ergonomia
- Ações de Promoção à Saúde
- Acolhimento ao Colaborador
PULSE EM DIA
- Atendimento de Serviço Social
- Consultoria Interna
- Orientação à Rede Especializada
- Aconselhamento Jurídico
- Aconselhamento Financeiro
PULSE CONEXÕES
- Grupo de Afinidades
- Programa de Diversidade e Inclusão
- Reconhecimento e Valorização do Colaborador
- Capacitação de Lideranças
PULSE EQUILÍBRIO
- Atendimento Psiquiátrico
- Aconselhamento Psicológico
- Psicoterapia Breve Mobilizadora
- Avaliação Psicossocial
A vida em movimento
Na sequência, o filósofo e escritor Gilmar Marcílio trouxe a palestra “A vida em movimento começa com você”. Entre ensinamentos sobre o tempo e as conexões humanas, o momento foi de emoção e reflexão.
A Unimed Serra Gaúcha aproveitou a ocasião para conversar com Júlio César de Bem, superintendente administrativo da cooperativa, e Gilmar Marcílio, filósofo, escritor e palestrante convidado. Confira a entrevista!
Unimed: O programa Pulse tem muito a ver com o propósito da Unimed de promover saúde, para que o maior número possível possa viver mais e melhor, mas começando de dentro, cuidando de quem cuida. De onde vêm essas demandas e qual o objetivo da Unimed com o programa?
Júlio: O Pulse surgiu a partir de um diagnóstico realizado com os colaboradores, especialmente relacionado ao tema da saúde mental. A partir dessa escuta, identificou-se a oportunidade de desenvolver uma iniciativa que olhasse para cada pessoa de forma integral, considerando como ela pensa, age, sente e se relaciona com o mundo ao seu redor. O principal objetivo do programa é contribuir para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável, fortalecendo a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Para isso, serão desenvolvidas ações que estimulem a participação dos colaboradores de forma prática e integrada à rotina, aproximando o programa do dia a dia e das experiências reais de cada equipe. Na Unimed, já existem diversas iniciativas voltadas ao acolhimento, ao cuidado e à promoção da saúde. O Pulse nasce também com o propósito de conectar e potencializar essas ações, ampliando o conhecimento das pessoas sobre os recursos disponíveis e incentivando uma participação mais ativa.
Unimed: E como dar conta da diversidade e da complexidade da cooperativa? Como vocês mencionaram aqui no lançamento, serão diversas frentes de atuação, não é?
Júlio: A ideia do programa é ser integral. Ter um olhar para diferentes aspectos da vida das pessoas, incluindo, por exemplo, orientação jurídica, suporte para questões familiares e outras necessidades que muitas vezes elas não conseguem atender sozinhas. Também queremos trabalhar com grupos de afinidade, aproximando pessoas com interesses em comum e estimulando hobbies, sempre com foco em saúde.
Unimed: Como os interessados podem participar?
Júlio: Abriremos oportunidades, que serão divulgadas ao longo do programa, e os colaboradores poderão acompanhar todas as informações pela intranet. Por lá, também serão divulgados os canais de contato, além da agenda de eventos, encontros e demais ações que serão promovidas pelo Pulse.
Gilmar: Talvez seja uma questão geracional. Quando fazemos esse convite para um adolescente ou para um jovem, muitas vezes encontramos uma resistência muito grande, porque a vida real é bem mais tediosa do que a vida virtual. Em cinco minutos, você vivencia algo que demoraria décadas para experimentar. Você vai para vários países, encontra pessoas das mais diferentes, mas tudo é tão micro, tão pequeno. Não há densidade. Tudo é “tique-toque”. O próprio Instagram mostra isso. Quando publico vídeos um pouco mais longos – e, por longos, quero dizer dois minutos ou pouco mais – a adesão diminui. Nosso estado de atenção reduziu consideravelmente. Eu, que sou um leitor voraz, percebo que preciso me cobrar para manter a conexão com a leitura, porque vou, volto, vou, volto. É a questão da dopamina. A gente recebe aquele estímulo, se encanta e ele acaba. Você provavelmente já viveu essa experiência: entrar no Instagram por dois minutos e, quando percebe, passaram-se quarenta. É algo altamente viciante. Por isso, eu sempre procuro ir para a rua. Gosto de me movimentar, de estar em contato com as pessoas, observar e sentir a realidade dos rostos, das expressões. É acompanhar um fiapo de conversa, uma briga, uma declaração de amor. Tudo isso, para mim, representa essa pulsação da vida. E Pulse é uma palavra linda, porque contém a vida inteira. E enquanto se pulsa, no sentido mais amplo possível, haverá vida.
Unimed: É complexo, para quem trabalha com o cuidado, aprender a cuidar também de si. Ou talvez começar a cuidar primeiro de si para poder cuidar do outro. Para você, qual é a importância do autocuidado?
Gilmar: Volto à questão socrática do autoconhecimento para depois se autocuidar. Tem que ter uma relação saudável consigo, né? Uma consciência de que ser só algo exterior, cuidar só do outro é o caminho mais curto para o próprio adoecimento. As pessoas se entregam, mas o corpo dá todos os sinais possíveis e imagináveis e a gente ignora, faz de conta que é com outro corpo. Tem uma sabedoria orgânica, fisiológica, que nos diz “para” e a gente desobedece. Claro que é difícil legislar sobre tudo e sobre todos, mas muitas pessoas poderiam ter esse esse tempo para si e acabam não fazendo. O que é também uma fuga. Ao nos confrontarmos, às vezes, podemos ficar de frente com algum monstro e não gostar muito. Por isso que as pessoas fogem da terapia. Então, de certa forma, fazer uma D.R. (discutir a relação) é ótimo, porque aí a gente se avalia junto com o outro, com a pessoa que está vivenciando uma relação afetiva conosco.
Unimed: Você falou muito sobre a diferença entre viver e existir. Há alguma dica para quem está nos lendo?
Gilmar: Participe! Mesmo que você se fruste, vá para a festa, vá para o cinema, vá para qualquer lugar que te convidarem. A certeza de ser bom ou não você só vai ter se tiver presença. E quando a gente sai e participa, é sair de casa sem expectativa nenhuma. Aí tudo o que vem é uma maravilha. Esse propósito, essa predisposição mental, ela já é o caminho mais saudável para que a gente experimente, toque, tenha as sensações, porque ficar o tempo todo no universo virtual, o tempo todo numa tela, é tão limitante, né? É um pseudoconhecimento, é uma opinião, na verdade, que se desmancha quando a gente desliga essa tela. Não sobra nenhum resíduo. E no contato com as pessoas, sem dúvida nenhuma, a gente vai ser, no melhor sentido, contaminado com essa vivência. E algo muito precioso vai se transformar dentro de nós, que ninguém precisa saber o que é. É isso que faz parte do grande mistério da existência: a imprevisibilidade.